Código Negro


Varanda

Os momentos que eu mais aprecio são aqueles em que eu aproveito sozinho. Em que posso ficar parado, olhando para o nada, refletindo sobre nada mais que eu mesmo. Momentos que eu sei que, um dia, vou sentir falta. Poder olhar para o céu, que, apesar de tão cinza, possui ainda uma estrela, uma só, mas que me mostra o outro lado do mundo.

Besteira ao ponto de vista de quem quiser ver assim, quem quiser que algo seja o que quer, assim será. Cada um tem seus olhos, cada olho representa uma mísera atitude, e não poderia ser mais simples, ou mais complicado. Nesses momentos que eu me sinto tão mal por estar só, e ao mesmo tempo completo por saber que não preciso de mais ninguém para poder sentir. São esses momentos que mais se pode tirar proveito da vida.

 

Pode parecer, na maioria das vezes, que ninguém olha pra você, mas quem escolhe pensar isso, ou quem escolhe viver isso, não passa de você mesmo. Ninguém vê, por, simplismente, estar há tão pouca distância, tão visível, passando a impressão de impossível. Mas tal coisa não existe. Seus olhos são tudo o que você pode confiar. Tudo o que você deve saber, já existe em você.

 

Talvez eu esteja sendo egoísta, vendo pela forma que eu prefiro ver, vendo pela forma que eu escolhi fazer, mas sensato é aquele que, ao invés de julgar, propõe-se a melhorar. Sensato é quem faz do errado, ao seu ponto de vista, o certo. Tudo é colaborativo. Nada precisaria ser feito de sangue derramado.

 

Mas talvez ainda seja o egoísmo pulando para fora de mim. Mas isso ainda é um monólogo, e não consigo ver nada mais do que meus próprios olhos. Não há nada mais para se ver.

 



Escrito por Caio Mhorse às 01h09
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